quarta-feira, 19 de maio de 2010

Oficina do Dia 18 de Maio de 2010


RELATÓRIO


OFICINA 18 DE MAIO DE 2010

Sabemos como é a estrutura básica de como escrever um relatório, porém escolhemos uma maneira descontraída de contar a todos os profissionais na área de Língua Portuguesa e demais profissionais que simpatizam com esta prática docente de provocar, instigar a Língua Materna sob forma de reflexão e ciência do objeto de trabalho dos cursistas do GESTAR II. Bom, demoramos a “relatar” nossas práticas e observações em nossa atuação em sala de aula com as sugestões que os AAA’S e TP’S nos dão, mas estamos aqui justamente para isso. No dia 18 de maio de 2010, precisamente há pouco tempo estivemos todos reunidos para o encontro presencial e discussão da Unidade 24 – Literatura para adolescentes e, digamos nos divertimos bastante pelo fato de podemos, naquele momento, compartilhar nossos gostos e afinidades em torno da literatura. Alguns colegas falaram abertamente sobre seus gostos regressaram desde as primeiras leituras até os livros que os ocupam nos momentos de lazer. O momento foi também de desabafo sobre assuntos relacionados ao cotidiano e a falta de interesse dos superiores em educação em melhorar a estrutura escolar ampliando e abastecendo os acervos escolares com livros literários e materiais diversificados para os trabalhos serem feitos acompanhando a rápida mudança que a sociedade atual vivencia. Em se tratando de livros literários, os professores reclamaram sobre os livros enviados pelo FNDE não chegarem às escolas para o atendimento e uso dos mesmos nas aulas de língua portuguesa. A revolta no diálogo dos colegas de Jaru foi unânime e todos pediram “socorro” em forma de uma conversa informal. Ficamos um pouco restritos quanto aos incentivos tendo em vista que alguns professores atendem a zona rural e, este fato impossibilita a consulta a INTERNET para download de livros ou até mesmo crônicas para subsidiar os trabalhos em sala de aula, restando apenas o livro didático e os acervos particulares de cada professor. Alguns disseram que andam com uma mala para cada escola que trabalham e sentem-se desmotivados até mesmo quando pedem uma cópia de texto nas copiadoras escolares adquiridas com recursos do PDE, PDDE, e outros sendo negados constantemente. Voltando à literatura, a conversa foi estimulante e todos deram contribuições interessantes ao grupo, trocando experiências e dicas de procedimentos que deram certo, além das atividades práticas do GESTAR II. Foi empolgante escutar os colegas falando de literatura e esquecerem-se das dificuldades. Os olhares brilhavam e o exercício mágico do magistério teve seu lugar de honra no encontro. Confessamos que também temos nossos momentos de desânimo, contudo a oficina dessa semana fez com que nossos esforços e a profunda vontade que os colegas acreditem no seu trabalho e no resultado final, pois suas atitudes oportunizam imensurável e magnífica mudança na vida de inúmeras pessoas que compõem o nosso país. Chegamos a ler alguns pontos da oficina presencial de uma colega formadora de Pernambuco como fonte de inspiração de argumentação e levantamento de dados para nossas reflexões e, diante disso, dividimo-nos em grupo para tentarmos fazer um plano de curso voltado à realidade local porque sentimos necessidade de elaborarmos um documento norteador para nossos trabalhos com leitura recorrendo aos gabaritos e descritores e outros para iniciarmos nossas buscas e observações em sala de aula. Cada colega comprometeu-se a fazer a ciência do trabalho com leitura e literatura de acordo com as habilidades que cada série se enquadra e as idades atendidas pelas mesmas. Terminamos nosso encontro conversando sobre nosso projeto “Jaru, a minha, a sua” e nos despedimos nos dirigindo novamente para as escolas e praticarmos o exercício de ser professor e mediador do saber, enquanto profissional e amante da Língua.

Um comentário:

  1. Oi, amiga. Lendo seu relato, senti-me compelida a expressar a minha solidariedade diante da realidade descrita nele. Realmente, alguns momentos de nossa prática docente nos deixam excepcionalmente desmotivados, mas não podemos nos deixar abater por isso. Temos que nos motivar e motivar nossos cursistas no sentido de mudarmos essa realidade. Abraços.

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